Palestra marca seis anos do Centro de Informação da Transpetro

Palestra marca seis anos do Centro de Informação da Transpetro

A bibliotecária e consultora Rosangela Cunha explicou a importância da implantação do Sistema Integrado da Documentação Técnica de Engenharia da Transpetro na palestra em comemoração aos seis anos do Centro de Informação e Documentação (CID) da estatal, no dia 26 de março. Segundo ela, o sistema está sendo desenvolvido desde o ano passado e prevê a criação de políticas, diretrizes e procedimentos corporativos que visam à melhoria contínua do processo de unificação dos documentos técnicos produzidos pela empresa.

Na apresentação, Rosangela afirmou que o bibliotecário precisa saber diferenciar o que é documento arquivístico (registro) e documento, e definiu cada um deles. Ela destacou, no entanto, a definição e as características relativas a documento arquivístico. Para a bibliotecária, trata-se da informação registrada produzida ou recebida no início da condução ou conclusão de uma atividade individual ou institucional, possuindo características de autenticidade, fidedignidade, integridade e acessibilidade. E lamentou:

- Em matéria de gestão documental, o Brasil é muito atrasado em relação a outros países.

A consultora destacou ainda as características dos documentos digitais, o sistema de gestão eletrônica de documentos, as metodologias e requisitos essenciais, além da gestão integral da informação que a Transpetro está implantando.

A cerimônia foi aberta pela coordenadora do CID, Maria Isabel Cabral da Franca. Além da conselheira do CRB-7 Tatiana Cosmos, que integra o CID, estiveram no evento funcionários da equipe do Centro de Informação, além do gerente de Projetos de Empreendimentos da Gerência Executiva de Serviços e Engenharia, Duilio Fedele, e profissionais de outros setores da estatal.

Veja aqui a foto.


Historiador classifica biografia como mercadoria rentável

Historiador classifica biografia como mercadoria rentável

As diversas concepções de narrativas de vida na Antiguidade, o surgimento do conceito de biografia, direito autoral e liberdade de expressão e as atuais polêmicas que envolvem esses temas deram o tom da palestra do doutor em História Social e professor do Instituto de Artes e Comunicação Social da UFF, Joaci Pereira Furtado, no encerramento do Evento Comemorativo do Dia do Bibliotecário, na última sexta-feira (14).

Para demonstrar como a vida privada pôde ser vista, vivida e narrada ao longo da história, Furtado citou a criação da Retórica pelo filósofo grego Aristóteles, que sistematizou e organizou a fala, o pensamento e o discurso. Segundo o professor, o que hoje chamamos erroneamente de biografia surgiu no século XV, com a invenção da imprensa (tipografia) e a impressão de pequenas bíblias desenhadas.

- Naquela época, mais de 90% da população, que era analfabeta ou semianalfabeta, tiveram acesso a personagens bíblicos, as chamadas “narrativas exemplares”. O registro mais remoto de biografia seria de 1721, em francês.

Segundo o historiador, só na metade do século XX, principalmente nos Estados Unidos, a biografia passou a interessar à indústria cultural em detrimento da alta literatura, por ser rentável e produzir subprodutos, como minisséries e trilhas sonoras, o que “justifica o desespero dos editores e dos biografados”.

- O controle sobre a memória e o que pode render é o que interessa, porque não há privacidade na sociedade do espetáculo. Não é à toa que a biografia é um dos gêneros mais vendidos no mundo – polemizou.

Joaci Furtado relatou que a ideia de indivíduo, com “consciência original”, surgiu na era do Romantismo e da Revolução Burguesa. “Na arte, esse conceito era entendido como a capacidade do artista de inventar o novo do eu angustiado”. “Se é só dele – explicou o docente – é uma propriedade privada, logo, o autor é dono do que faz”.

Segundo ele, a ideia de direito autoral e propriedade intelectual avançou a partir do século XVIII, nos Estados Unidos. “Até a Revolução Francesa (1789) não existia a noção do eu, de liberdade e de liberdade de expressão”, lembrou. Já os mitos da genialidade e da criatividade surgiram no século seguinte. A partir de então, disse Furtado, a história passou a ser considerada disciplina com pretensão científica, ao “abandonar a história de um indivíduo e se ocupar das relações sociais”.

VEJA AQUI as fotos de encerramento do evento.

Contratação de Dirceu para cuidar de acervo é mote de palestra

Contratação de Dirceu para cuidar de acervo é mote de palestra

A possível contratação do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu para cuidar do acervo de livros em um escritório de advocacia foi o mote da palestra seguinte, do bibliotecário da Câmara dos Deputados Cristian Santos. Apesar de criticar a forma “simplória” como a profissão ainda é encarada, ele reconhece que as declarações do proprietário do escritório colocaram a Biblioteconomia em evidência.

- Precisamos abandonar a ideia de reserva de mercado e transferir as frustrações para os conselhos profissionais. É necessário abandonar essa pedagogia dociliadora – destacou, defendendo a união e mobilização dos bibliotecários.

Doutor em Literatura e Práticas Sociais pela Universidade de Brasília, Cristian defendeu ainda que “os bibliotecários estabeleçam novos modos de lidar com a linguagem e uma ética como prática reflexiva”. Segundo ele, os bibliotecários ainda precisam refletir sobre o que são, formar bons cidadãos e reconhecer que a biblioteca tem de ser um espaço útil, inclusive de lazer.

- Os bibliotecários necessitam, sobretudo, ser detentores de sensibilidade dialógica e transformar as bibliotecas em um espaço de resistência política, com pluralidade de discursos.

Cristian Santos qualificou as bibliotecas como entidades conservadoras e instrumentos simbólicos do poder, tendo como base o filósofo francês Michel Foucault. Segundo ele, as bibliotecas são as primeiras instituições a serem destruídas quando uma nova ordem é estabelecida. “É um templo do saber comprometimento e com direcionamento de uma só voz”, criticou.

Ainda segundo Foucault, explicou Cristian, as bibliotecas são “sustentáculos do poder que lhes deu origem” e “substratos do poder institucionalizado”, além de terem “nascido para formar sujeitos úteis”. Ele afirmou ainda que o filósofo escolheu arbitrariamente três épocas da História – Renascença, Classicismo e Modernidade -, utilizando um critério mais valorativo do que cronológico, para analisar três momentos das bibliotecas.

Cristian Santos lembrou que as obras de magia eram as mais consumidas na Renascença, não existia sistema de classificação e primava-se por acervos enormes e catálogos. Já o Classicismo pôs fim às crenças e investiu na área científica, possibilitando que “tudo podia ser medido e ordenado”. Na Modernidade – acrescentou – “o homem tornou-se sujeito e objeto do conhecimento”. “Foi a era de novos saberes”, concluiu.

BIBLIOTECÁRIO ALEMÃO TRAÇA CENÁRIO DAS BIBLIOTECAS DO FUTURO

BIBLIOTECÁRIO ALEMÃO TRAÇA CENÁRIO DAS BIBLIOTECAS DO FUTURO

As bibliotecas do futuro se transformarão em centros de informação, com acesso ilimitado das pessoas ao conhecimento, e um espaço democrático de aprendizagem. Este foi o cenário desenhado pelo diretor da Biblioteca Pública de Essen (Alemanha), Klaus Peter Böttger, na tarde desta quinta-feira (13), na palestra que abriu o segundo dia do Evento Comemorativo do Dia do Bibliotecário, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), mediada pela presidente da Redarte/RJ, Claudia Aragón.

Böttger sugeriu que os bibliotecários tenham uma atuação pró-ativa, entendendo o local e a cultura da região onde se localizam as bibliotecas para integrar diferentes interesses. “É necessário que os bibliotecários se adaptem às mudanças, porque só o que se transforma, permanece”, ensinou. Segundo ele, os bibliotecários precisam usar mais a internet e as redes sociais para disponibilizar conteúdo e apoiar os usuários na organização da informação.

Ele defendeu o acesso aos dados de pesquisas e ao software livre, a fim de diminuir a distância entre os que têm possibilidade de buscar informações e os que não têm.

- A informação não é um produto, uma mercadoria, nem o bibliotecário um comerciante de informação. Logo, ele tem a função elementar de reduzir essa distância.

A segunda palestra da tarde tratou do tema Biossegurança, ministrada pela doutora no assunto e mestre em Ciência da Informação, Francelina Lima e Silva, especialista da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Para explicar a importância do tema, ela definiu o que é risco no ambiente de trabalho e defendeu a necessidade de avaliá-lo e gerenciá-lo.

Francelina citou os riscos biológicos nas bibliotecas, que podem ser por bactérias, fungos, vírus, parasitas e insetos, e, dentre as doenças que podem ocasionar, está a da “vaca louca”, que consiste na degeneração do sistema nervoso.

Dentre as ações para minimizar riscos, ela recomendou a higiene pessoal e ambiental, a utilização de equipamentos de proteção individual (EPI) e coletiva (EPC), além de treinamento e formação de brigadas contra incêndio e grupos de emergência e contingência para caso de sinistro ou desastre. E aconselhou:

- A qualquer dor ou sintoma de desconforto, o bibliotecário deve procurar o médico do trabalho, e registrar acidentes e incidentes que ocorram no local de trabalho. Também são necessários exames periódicos.

VEJA AQUI as fotos do evento.

ABERTURA DO EVENTO DO DIA DOS BIBLIOTECÁRIOS

ABERTURA DO EVENTO DO DIA DOS BIBLIOTECÁRIOS

Presidente do CRB-7 anuncia temas do Fórum de Bibliotecários

Bibliotecários, estudantes de Biblioteconomia, conselheiros e representantes de entidades que representam a categoria lotaram o auditório Vera Janacopulos, da UNIRIO, na abertura do Evento Comemorativo do Dia do Bibliotecário, nesta quarta-feira (12). O presidente do CRB-7, Marcos Miranda, afirmou que o Conselho e os demais organizadores levaram em conta os critérios de atualidade e interesse dos bibliotecários para a escolha dos temas. E quanto aos palestrantes, suas respectivas *expertises.* "São profissionais conceituados no mercado nacional e internacional", acrescentou.

Marcos Miranda aproveitou para anunciar que o Conselho divulgará, em breve, o calendário referente ao Fórum de Bibliotecários do Estado do Rio de Janeiro. Segundo ele, o evento tem o objetivo de traçar estratégias referentes a temas como a Lei da Biblioteca, formação inicial, educação continuada, o projeto relativo ao Técnico em Biblioteconomia e cursos de Biblioteconomia na modalidade EAD (Educação à Distância). O fórum contará com a participação das entidades de classe, cursos de Bacharelado em Biblioteconomia e grandes bibliotecas do estado.

A mesa de abertura do evento também contou com a presença do reitor da UNIRIO, Luiz Pedro San Gil Jutuca; a diretora do Sistema de Bibliotecas da UNIRIO, Márcia Valéria da Silva de Brito Costa; a diretora da Escola de Biblioteconomia da UNIRIO, Simone da Rocha Weitzel; a pró-reitora de graduação da UNIRIO, Loreine Hermida da Silva e Silva; a diretora do Sistema de Bibliotecas da UFRJ, Paula Mello; a presidente do SINDIB-RJ, Tatiana de Souza Martins; e a conselheira do CFB, Isaura Soares.

A conselheira do CRB-7 Marilucia Ribeiro Pinheiro mediou a palestra do doutor em Ética e Filosofia Política pela UERJ e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Richard Fonseca, que abordou o tema "Convicção ou Responsabilidade: dilemas éticos no ambiente organizacional". Em seguida houve a videoconferência com a diretora geral de Recursos da Informação da Embaixada dos Estados Unidos, Elenita Tapawan, que falou sobre o "Valor das Bibliotecas e dos Bibliotecários".

O evento foi encerrado na Biblioteca Central da UNIRIO com a abertura da exposição "A alma carioca em Luís Fernando Veríssimo", que retrata parte da vida e da obra do escritor gaúcho, enfatizando a percepção dele sobre o pensamento e modo de vida dos moradores do Rio de Janeiro. A mostra, que tem o objetivo de incentivar o hábito de leitura nos jovens, reúne painéis, vídeos, livros e jogos interativos, com textos também em Braille.

O segundo dia do evento, nesta quinta-feira (13), será realizado no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), com as seguintes palestras: "Um mundo cheio de bibliotecas: perspectivas futuras entre o analógico e o digital", com o diretor da Biblioteca Pública de Essen (Alemanha), Klaus Peter Bötteger; e "Riscos biológicos em bibliotecas: a importância da proteção individual", com Francelina Lima e Silva, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

VEJA AQUI as fotos do evento.
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